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Embora a ararinha azul (Cyanopsitta spixii) ainda seja encontrada em muitos cativeiros, na natureza acredita-se que já não exista mais desde o final do ano 2000, isso aconteceu pela caça predatória e também pela depredação de seu habitat natural. Mas ainda assim não se pode afirmar a extinção na natureza, a menos que todas as áreas potenciais em servir como habitat tenham sido devidamente verificada. Ainda que exista alguma população remanescente é provável que a mesma seja bem pequena, e por esse motivo que é uma espécie que é tratada no grupo de risco de animais em extinção.
A ararinha azul pertence aos psitacídeos, medem em torno de 55-57 cm. Possuem como o próprio nome sugere um azul bem característico com asas e cauda bem comprida. A cabeça tem uma tonalidade mais pálida de azul, bem como na região ventral. O bico é inteiramente preto, exceto em jovens (1-2 anos) que possuem uma faixa branca no centro do bico, os pés também têm uma coloração escura bem como os olhos que também são pretos e tendem a clarear com a maturidade.
São animais que não criam facilmente em cativeiro, atingem a maturidade sexual por volta dos quatro anos e podem colocar em média três ovos, sendo que em cativeiro tem chances de colocar um a dois a mais. A época de reprodução é no verão. Alimentam-se principalmente de sementes de caraibeiras, pinhão, faveleira e baraúna. Já em cativeiro é oferecido grãos, ração comercial para psitacídeos, frutas, sementes entre outras coisas. A expectativa de vida na natureza é de aproximadamente 50 anos, sendo que em cativeiro podem exceder esse tempo.